Estamos vivendo em um mundo onde a inversão de valores se sobrepõe à moral e aos bons costumes. Nossa juventude é bombardeada por apelos escusos, aonde a imprensa e os programas televisivos invadem os lares pregando a libertinagem e o desrespeito. Mostram com naturalidade às crianças e  aos jovens como almejar a carreira de bandido; as mocinhas aprendem logo cedo a rebolar e a se valerem de seus corpos, tratados como uma mercadoria, uma carne de boi em um gancho de açougue; apenas mercadoria de consumo. É um caos total!

É como um dique arrebentado que vai levando por diante os mata-burros da sanga da moral. O respeito aos mais velhos já não existe. Pedir a benção? – Tá por fora! É contra tudo isto que os tradicionalistas lutam e por isso insistem em preservar os costumes deixados pelos tauras sul-rio-grandenses que nos antecederam. O peão ou a prenda que se preze, estando perto dos pais, respeitosamente pede a benção.

Na família tradicionalista, filho não pede para ser deixado a uma quadra da escola, por ter vergonha do pai ou da mãe. Tão pouco um filho manda o pai ou a mãe calar a boca! Todo o tradicionalista prega aos filhos o respeito aos mais velhos e principalmente a honrar a estampa deixada pelos avós. Quando vemos filhos de tradicionalistas falando, emocionados, das aventuras que passaram ao lado dos avós, quando pequenos, sabemos que a raiz do tradicionalismo está bem palanqueada no coração desses viventes. Porque tradicionalismo é, acima de tudo, respeito aos mais velhos e aos bons costumes.

dos avós aos netos

dos avós aos netos

Às mulheres o peão gaúcho não trata como mercadoria. Para o tradicionalista ela é “prenda”, um presente, uma dádiva de Deus. Na família tradicionalista gaúcha, avós e netos miram os mesmos horizontes, preservando na retina a herança deixada pelos antepassados. No meio tradicionalista é comum ver-se jovens acenarem para os velhos, e não raro se aproximarem para dar um forte aperto de mão. E é com orgulho que dizem: conheço e sou amigo desse senhor! A poesia Meu Canto, de Jayme Caetano Braun, cujo verso final serve de título a este artigo, quando repetida na voz do missioneiro Pedro Ortaça, bem demonstra que este é mais um taura que não se deixa dobrar; é um dos troncos missioneiros, que como seus avós, transmitiu para os seus filhos a fidalguia de ser um defensor dos costumes e do legado dos gaúchos do Rio Grande. Não vou matar meus avós pra ficar de bem com os netos! Esta frase resume exatamente o que o gaúcho pensa desse modernismo desrraigado e desrespeitoso, vivido nestes dias atuais!

Retirado do site: http://www.bombachalarga.org

Lautert